Tabela de alíquotas atualizada: como calcular seu pagamento

O período para declarar o Imposto de Renda de 2026 está se aproximando, e muitos brasileiros ficam com aquela pulguinha atrás da orelha sobre quanto declarar e como calcular o valor correto a ser pago. Com as mudanças na tabela do IR, que passaram a valer desde 1º de janeiro de 2026, entender as novas faixas e alíquotas pode fazer toda a diferença no que você vai pagar ou na restituição que pode receber.

Abaixo, vamos explorar tudo que você precisa saber sobre esse processo.

Quem deve declarar?

Se você se encaixa em alguma das situações abaixo, precisa fazer a declaração do IRPF de 2026, referente ao ano-base de 2025. O prazo para entrega vai de 23 de março a 29 de maio de 2026. Confira:

  • Recebeu rendimentos tributáveis acima de R$ 33.888,00 no ano.
  • Teve rendimentos não tributáveis ou isentos que ultrapassaram R$ 200.000,00.
  • A receita bruta rural foi superior a R$ 169.440,00.
  • Possui bens que somam mais de R$ 800.000,00.
  • Realizou operações na bolsa de valores que ultrapassaram R$ 40.000,00 ou teve ganhos líquidos que estão sujeitos a imposto.

Entendendo a tabela progressiva mensal

A tabela progressiva é a base para calcular o imposto mensal sobre salários, aposentadorias e até pensões. O cálculo se dá sobre a base de cálculo, que é o rendimento bruto menos as deduções permitidas, como INSS e dependentes. Veja como funciona:

  • Até R$ 2.428,80: Isento
  • De R$ 2.428,81 a R$ 2.826,65: 7,5% com dedução de R$ 182,16
  • De R$ 2.826,66 a R$ 3.751,05: 15% com dedução de R$ 394,16
  • De R$ 3.751,06 a R$ 4.664,68: 22,5% com dedução de R$ 675,49
  • Acima de R$ 4.664,68: 27,5% com dedução de R$ 908,73

Essas deduções ajudam a simplificar o cálculo, evitando que você tenha que fazer contas complicadas.

O que mudou para 2026?

Embora a tabela progressiva não tenha mudado, uma novidade importante é o redutor adicional que pode diminuir ou até zerar o imposto a ser pago. O cálculo agora é dividido em duas etapas:

  1. Calcule o imposto pela tabela progressiva mensal, descontando INSS e outras deduções.
  2. Aplique o redutor da nova lei, que pode zerar ou reduzir o valor final.

Para entender melhor, veja os efeitos do redutor:

  • Até R$ 5.000,00: Isenção total
  • De R$ 5.000,01 a R$ 7.350,00: Redução parcial do imposto
  • Acima de R$ 7.350,00: Sem desconto adicional, segue a tabela normal

Quem tem mais de uma fonte de renda pode ficar isento em cada pagamento mensal, mas deve ficar atento, pois a complementação pode aparecer na declaração anual se a soma dos rendimentos exceder R$ 5.000 no mês.

A tabela anual do IRPF 2026

A tabela anual é usada na Declaração de Ajuste Anual e é proporcional à tabela mensal, multiplicando as faixas por 12. Além disso, existe um redutor anual que isenta rendimentos de até R$ 60.000, com uma redução gradual entre R$ 60.000,01 e R$ 88.200. Confira:

  • Até R$ 29.142,80: Isento
  • De R$ 29.142,81 a R$ 33.919,80: 7,5% com dedução de R$ 2.185,88
  • De R$ 33.919,81 a R$ 45.012,60: 15% com dedução de R$ 4.729,83
  • De R$ 45.012,61 a R$ 55.976,16: 22,5% com dedução de R$ 8.103,83
  • Acima de R$ 55.976,16: 27,5% com dedução de R$ 10.901,62

As mudanças de 2026 vão impactar a Declaração do IRPF de 2027, mas para a declaração deste ano, as regras anteriores ainda se aplicam.

Deduções que ajudam a reduzir o imposto

Antes de calcular o imposto, você pode diminuir a base de cálculo com algumas deduções. Quanto mais deduções você tiver, menor será o imposto a pagar. Aqui estão algumas deduções importantes para 2026:

  • Dependente: R$ 189,59 por mês ou R$ 2.275,08 por ano.
  • Desconto simplificado: R$ 607,20 por mês ou até R$ 17.640,00 por ano.
  • Educação: Limite de R$ 3.561,50 por pessoa por ano.
  • Despesas médicas: Sem limite — você pode deduzir o valor integral.
  • Rendimentos previdenciários isentos (65+): R$ 1.903,98 por mês.

É super importante guardar todos os comprovantes ao longo do ano para aproveitar essas deduções na hora de fazer a declaração.

Exemplos práticos de cálculo

Vamos ver alguns exemplos para facilitar a compreensão:

Exemplo 1 — Renda de R$ 4.500 (isento pelo redutor)
Base de cálculo (após desconto simplificado de R$ 607,20): R$ 3.892,80
Pela tabela progressiva: R$ 3.892,80 x 22,5% – R$ 675,49 = R$ 200,39
Redutor: R$ 978,62 – (0,133145 x 4.500) = R$ 978,62 – R$ 599,15 = R$ 379,47 — Imposto zerado.

Exemplo 2 — Renda de R$ 6.000 (redução parcial)
Base de cálculo: R$ 5.392,80
Pela tabela progressiva: R$ 5.392,80 x 27,5% – R$ 908,73 = R$ 574,29
Redutor: R$ 978,62 – (0,133145 x 6.000) = R$ 179,75
Imposto final: R$ 574,29 – R$ 179,75 = R$ 394,54.

Exemplo 3 — Renda de R$ 10.000 (tabela normal, sem redutor)
Base de cálculo (após INSS de R$ 988,09): R$ 9.011,91
Pela tabela progressiva: R$ 9.011,91 x 27,5% – R$ 908,73 = R$ 1.569,54
Imposto devido: R$ 1.569,54.

Fique de olho no portal para mais atualizações sobre o Imposto de Renda de 2026. E se você ainda está em dúvida sobre a necessidade de declarar, vale a pena consultar um especialista ou buscar mais informações.

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