Quem pode sacar e como fazer a consulta correta

Uma nova rodada de pagamentos atrasados do INSS está prestes a acontecer, trazendo um sopro de alívio para milhares de segurados que esperam há anos por valores devidos após vitórias na Justiça. A boa notícia é que aposentados, pensionistas e beneficiários que entraram com ações judiciais e aguardam correções ou concessões de valores vão receber um total de R$ 2,7 bilhões em Requisições de Pequeno Valor (RPVs). O Conselho da Justiça Federal (CJF) já enviou essa quantia para os Tribunais Regionais Federais (TRFs), e agora cada tribunal vai definir como será o cronograma de liberações para que os beneficiários possam sacar o dinheiro.

Para ter acesso a esses recursos, é importante lembrar que só quem teve a decisão judicial reconhecida como definitiva até março de 2026 pode receber. Então, vamos entender um pouco mais sobre o que são essas RPVs e quem pode se beneficiar?

O que são as Requisições de Pequeno Valor (RPVs) do INSS?

As RPVs são pagamentos provenientes de decisões judiciais que envolvem valores de até 60 salários mínimos, que hoje equivalem a R$ 97.260 por beneficiário. A ideia é que esses pagamentos sejam feitos de forma rápida, geralmente em poucos meses, ao contrário dos precatórios, que tratam de valores maiores e têm um cronograma mais longo.

Quem tem direito ao saque do INSS?

Podem acessar esses valores apenas aposentados, pensionistas e segurados do INSS que já finalizaram seus processos judiciais sem possibilidade de recurso. Isso inclui ações para revisão ou concessão de aposentadorias, auxílio-doença, pensão por morte, entre outras correções de benefícios. Para essa rodada, são 178.703 pessoas com 130.053 processos que estão aptas a sacar.

Quanto será pago e como os valores são divididos?

O montante total destinado a ações previdenciárias e assistenciais é de R$ 2,7 bilhões, mas se considerarmos outras causas, o total sobe para R$ 3,2 bilhões. Cada beneficiário pode sacar até R$ 97.260, respeitando o teto atual das RPVs. Quem tiver valores superiores terá que aguardar na fila dos precatórios.

A distribuição dos pagamentos varia de acordo com a região. Confira como ficará:

  • TRF da 1ª Região (DF, GO, TO, MT, BA, PI, MA, PA, AM, AC, RR, RO, AP): R$ 799.428.687,74 para 45.715 beneficiários.
  • TRF da 2ª Região (RJ, ES): R$ 217.584.134,35 para 13.395 beneficiários.
  • TRF da 3ª Região (SP, MS): R$ 421.510.979,49 para 17.906 beneficiários.
  • TRF da 4ª Região (RS, PR, SC): R$ 515.807.189,75 para 40.599 beneficiários.
  • TRF da 5ª Região (PE, CE, AL, SE, RN, PB): R$ 557.683.060,77 para 43.694 beneficiários.
  • TRF da 6ª Região (MG): R$ 272.264.459,96 para 17.394 beneficiários.

Lembre-se de que cada tribunal organiza seu próprio calendário, por isso, é fundamental ficar de olho nas informações locais para saber a data exata de liberação.

Como consultar se você tem direito ao saque do INSS?

A consulta não acontece automaticamente. Para verificar se você tem direito a esses valores, é necessário acessar o site do TRF do estado onde a ação foi movida. Basta informar o número do processo, o nome do advogado ou o CPF para localizar o valor e os detalhes do saque.

Documentos necessários para saque do valor do INSS

Quando chegar a hora do saque, que normalmente é feito no Banco do Brasil ou na Caixa Econômica Federal, você vai precisar de um documento oficial com foto, CPF, o número do processo judicial e um comprovante emitido pelo TRF. É possível também nomear um advogado ou representante para realizar o saque, mas vale a pena consultar o site do tribunal para verificar se há exigências específicas.

Prazos e calendário para o pagamento dos atrasados do INSS

Os repasses já foram feitos para todos os tribunais federais, mas o cronograma com as datas de crédito na conta pode variar de acordo com cada TRF. Após o depósito, o valor geralmente pode ser sacado em até duas semanas. É uma boa ideia acessar o sistema do TRF com frequência para acompanhar as atualizações e evitar surpresas.

E se o saque do INSS não aparecer?

Caso você não consiga localizar o valor ou tenha dúvidas sobre o pagamento, pode entrar em contato com o tribunal da sua região, visitar uma agência do Banco do Brasil ou da Caixa, ou ainda buscar orientação diretamente no INSS. Às vezes, pode ser necessário atualizar o cadastro, apresentar alguns documentos ou fazer uma nova consulta depois de alguns dias.

Fique sempre por dentro das novidades e procure informações que possam ser relevantes para você.

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